No universo da gestão financeira, dois conceitos aparecem com frequência: regime de caixa e regime de competência. Esses regimes, que são formas de reconhecer receitas e despesas, respondem a perguntas diferentes e podem apresentar resultados distintos em determinados períodos.
De forma simples, o regime de competência considera receitas e despesas no momento em que elas são geradas, independentemente de quando o dinheiro efetivamente entrou ou saiu do caixa. Já o regime de caixa considera justamente a movimentação financeira: as entradas e saídas são reconhecidas quando recebimentos e pagamentos são efetivamente realizados.
Imagine, por exemplo, uma venda de R$ 500,00 para um cliente, dividida em duas parcelas de R$ 250,00:
- Pelo regime de competência, a receita é totalmente reconhecida no momento da emissão da nota fiscal, ou seja, os R$ 500,00 passam a contar como faturamento no momento exato em que a NF é emitida, independentemente do dinheiro ter ou não sido recebido.
- Pelo regime de caixa, a receita só é reconhecida conforme os pagamentos forem efetivamente realizados, ou seja, ao receber a primeira parcela, reconhece-se apenas R$ 250,00 como faturamento. Para reconhecer o restante, teremos de confirmar o recebimento da parcela 2.
Caixa e competência podem produzir resultados bastante diferentes para empresas que trabalham com projetos complexos, cujos prazos de pagamento e recebimento são mais longos. Pense, por exemplo, na Embraer e em toda a complexidade envolvida no desenvolvimento e venda de uma aeronave: nesse contexto específico, caixa e competência podem apresentar resultados muito distintos. Aqui na Track, ao elaborarmos para os nossos clientes a nossa Demonstração Gerencial de Resultados, que funciona como um verdadeiro raio-x mensal da movimentação financeira da empresa, permitindo acompanhar a evolução das receitas, custos, despesas e resultado ao longo do tempo, optamos por utilizar o regime de caixa.
E por que optamos por caixa? Simples: porque trabalhamos exclusivamente com pequenos negócios e, para esse perfil de operação, quase sempre o regime de caixa é mais simples de apurar, não gera tantas dúvidas e oferece uma visão extremamente útil para a gestão. Além disso, em operações menores e com prazos relativamente curtos de recebimentos e pagamentos, os resultados por caixa e por competência tendem a apresentar diferenças muito pequenas. Isso não significa que o regime de competência seja menos importante. Cada um tem sua finalidade e pode ser mais adequado a depender da situação. O ponto crucial é escolher uma metodologia que faça sentido para o objetivo da análise e que permita ao empresário entender o que está acontecendo com o dinheiro da empresa.
Importante ressaltar que, aqui na Track, a Demonstração Gerencial de Resultados não é analisada isoladamente. No fechamento mensal que produzimos, do qual a DGR faz parte, também calculamos outros KPIs financeiros e operacionais, de acordo com a realidade de cada cliente, para ampliar a visão sobre a performance do negócio. Depois de concluído o fechamento, os resultados são apresentados em uma reunião mensal com um especialista financeiro da Track. É nesse momento que os números deixam de ser apenas números: discutimos a performance da empresa, identificamos pontos que merecem atenção e conversamos sobre possíveis oportunidades de melhoria e boas práticas de gestão. Outro diferencial é que todo esse trabalho é realizado de forma totalmente remota. Isso permite que a Track atenda pequenas empresas em qualquer região do Brasil, sem que o cliente precise estar fisicamente próximo da nossa equipe.
Mais importante do que simplesmente escolher entre caixa ou competência é garantir que a empresa tenha informações financeiras organizadas, confiáveis e analisadas com periodicidade. Quer começar a acompanhar a performance financeira da sua empresa de forma profissional? Fale com a Track e conheça como o Fechamento Mensal de Resultados pode transformar a gestão do seu negócio.

